Da câmera empresta à referência em fotografia de arquitetura: conheça a história de Rodrigo Vieira.

Quando o nome dele aparece como fotógrafo de um ambiente ou de um evento, todo mundo já sabe da qualidade das imagens. Rodrigo Vieira se transformou em uma referência da fotografia em Cascavel e região, principalmente quando o objeto fotografado é a arquitetura. 
O universo das imagens já fazia parte da vida dele indiretamente desde os 12 anos de idade, quando mesmo muito novo, já cursava Design Gráfico e Web Design. Aos 16, Rodrigo, natural de Cascavel, começou a carreira como designer gráfico em uma agência de publicidade. Um dos jobs despertou de vez a paixão pela fotografia: na produção de um site para uma banda de amigos, surgiu a necessidade de fotografar os shows para ilustrar matérias da página. E foi com uma câmera emprestada que a relação com essa área foi se estreitando. “Emprestei uma câmera, coloquei na mochila e comecei a viajar com eles. Mas não deixei de trabalhar em agência de publicidade e mídias digitais”, recorda.
A carreira promissora quase foi interrompida por um grave problema de saúde. Diagnosticado com Síndrome de Guillain-Barré, o fotógrafo relembra um período delicado, superado com fé e força de vontade. “Essa síndrome é uma doença que ataca em cheio o sistema nervoso e paralisa todos os membros do corpo, inclusive o diafragma, o que me levou para a UTI onde fiquei por 20 dias. Mas o tratamento deu certo e saí do hospital vinte quilos mais magro e sem qualquer movimento no corpo. Após três meses na cadeira de rodas, muletas e muitas horas de fisioterapia, fiquei recuperado”, relembra.
Sinal verde para saúde também significou sinal verde para a retomada das atividades. Apaixonado por música eletrônica, ele começou a frequentar baladas em 2006, conheceu os maiores fotógrafos da cena de festas e se dedicou a aprender em cada detalhe. “Lembro que cheguei em casa com a ideia fixa em minha mente. Minha vó me emprestou o dinheiro da primeira câmera e eu comprei, todo feliz, meu primeiro equipamento. Fui para a primeira festa a ser fotografada, a Numb Numb’s em Foz do Iguaçu (em setembro de 2006), sem saber quanto tempo durava a bateria da câmera. Chegando lá fiz algumas fotos e logo acabou a bateria”, relembra, rindo. “Mas o legal é que as fotos ficaram até ‘mais ou menos’ e deu um ‘ibopezinho’ no meu Flickr. Depois disso aprendi a usar baterias reserva”, admitiu.

Arquitetura

Com o tempo, o estilo de trabalho foi se aperfeiçoando e Rodrigo chegou aquilo que é a sua praia: fotografar arquitetura. “Depois de oito anos fotografando festas, decidi procurar um novo ‘nicho’ de mercado. Fotografar belos projetos se tornou algo especial pra mim e me traz grande satisfação. Comecei a fotografar para uma revista especializada na área e me aprofundei nos estudos e o resultado foi surpreendente”.
Agora, Rodrigo é um dos mais requisitados fotógrafos de arquitetura da região. “Quero cada vez mais me envolver com esse mundo apaixonante da arquitetura, um mundo que se revela em belas fachadas e se torna surpreendente quando entramos por uma ‘porta’ e encontramos algo inimaginável e lindíssimo do outro lado”, finalizou.

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